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Klaus: A Sangrenta Origem do Natal

Atualizado: 7 de set. de 2021

A Avaliação da HQ Klaus nº01 a nº07





HISTÓRIA POR: Grant Morrison

ARTE POR: Dan Mora

CORES: Jordan Boyd

LETRAS POR: Eric Harburn, Matt Gagnon

ARTISTA CONVIDADO: Chris Burnham, Felipe Smith, Frazer Irving

EDITORA ORIGINAL: BOOM Studios

EDITORA NACIONAL: --- --- ---

PREÇO DE CAPA: $ 3,99

PREÇO DE CAPA BRASIL: R$ --- --- ---

DATA DE LANÇAMENTO ORIGINAL: 04 de novembro de 2015








Fala galera, vamos tratar de um dos personagens mais clássicos e queridos em todo o mundo!

Vamos falar de Klaus... Não reconheceu? Ok, que tal assim: vamos falar da origem do Papai Noel.

Não se enganem esse quadrinho pode surpreendê-lo. Principalmente por sua riqueza folclórica e cultural.

Este é um personagem que encanta o imaginário de crianças e adultos em boa parte do mundo. Quem nunca ouviu falar de um velhinho barbudo vestido de vermelho que voa de um lado para o outro em um trenó voador entregando presente para as crianças de todo o mundo?


Por dentro da Lenda


Durante a desintegração do Império Romano, muitas populações bárbaras que chegaram até a Europa trouxeram uma série de tradições religiosa. Nesse período, a expansão do cristianismo foi marcada por varias adaptações em que as divindades, festas e mitos das religiões pagãs foram incorporados ao cristianismo.

No meio disso tudo, temos o Papai Noel, que para os cristãos de hoje representa o altruísmo, a bondade e alegria que permeia a celebração no nascimento de Cristo. Mas, poucos sabem de onde essa figura barbuda e rechonchuda surgiu.

No tempo em que os bárbaros tomavam conta do Velho Mundo, existiam várias celebrações que tentavam amenizar o Inverno rigoroso e a falta de comida nos dezembros europeus. Nesse cenário surgiu a lenda do “Velho Inverno”, um senhor que batia na casa das pessoas pedindo por comida e bebida. E quem o atendesse com generosidade teria um inverno mais suave. Com o tempo, o Velho Inverno passou a ser associado a São Nicolau.

São Nicolau foi um monge turco que viveu durante o século IV que ajudou uma jovem a não ser vendida pelo pai, jogando um saco de moedas de ouro no valor do dote de casamento da garota. Somente cinco séculos mais tarde, São Nicolau foi reconhecido pela Igreja como um santo. E o dia 6 dezembro passou a ser celebrado como o dia de São Nicolau. Onde as crianças aguardavam pelos presentes distribuídos por um homem velho vestido de bispo.


Bem no fim do século XIX, um desenhista alemão chamado Thomas Nast teve a ideia de incorporar novos elementos à imagem do bom velhinho. Essa arte foi publicada na revista norte-americana “Harper’s Weekly” (o desenho parecia mais um gnomo da floresta). Com o passar dos outros natais, ele foi melhorando seu projeto até o velhinho ficar barrigudo, mais alto e uma barba branca e longa. Mas foi em 1931 que Haddon Sundblom, contratado pela empresa de refrigerantes “Coca-Cola”, bolou o padrão rubro das vestimentas do bom velhinho. Com passar do tempo, a popularização das campanhas publicitárias da marca acabou instituído o padrão utilizado até os dias atuais.

Com tantas lendas e histórias mescladas em um só personagem, torna-se impossível negar que é um prato cheio para o imaginário. Grant Morrison e Dan Mora entenderam isso.

Se baseando em lendas anglo-saxônica, criaram a Klaus. Um quadrinho que todo admirador do natal, ou entusiastas por lendas antigas, deveriam ler.


Sinopse


  Situada em um passado fantástico e sombrio de mitos e magia, Klaus conta a história de como o Papai Noel tornou-se o que é. Onde ele começou? Como ele era quando jovem? Porque ele faz o que ele faz? Como ele faz o que faz? E o que acontece quando ele encara o seu maior desafio? Traçando as raízes mais selvagens na mitologia nórdica e no shamanismo siberiano até o lado mais arrepiante do Natal, e personagens como o sinistro Krampus-Klaus neste que é o “Papai Noel: Ano Um”. Com o roteiro de Grant Morrison e arte de Dan Mora.




Comentários:


Arte e Enredo


Logo de cara vemos uma arte de capa que me faz pensar em ‘a jornada do herói”. Fazendo até mesmo referência a contos escandinavos do século XIX. E vemos isso em todas as capas, até mesmo nas capas variantes. Tal como as capas, no corpo interno das edições vemos uma arte da mesma qualidade. O que torna a leitura ainda mais agradável.

Excreções faciais nítidas, faces de identificar, assimilar e se envolver com os personagens e com a trama.

A cada edição a trama vai ficando mais sombria, os tons começam a ficar mais pesados conforme a trama avança. Contrapartida, as cores fortes e vivas que envolve todo o misticismo shamanico em torno de Klaus equilibram a balança.

Num geral, a arte combina com o enredo, casou muito bem. Contudo, ainda assim é uma arte mediana.


Lados Opostos da Mesmas Moeda


Como de costume nos quadrinhos do gênero heroico, lutas se tornou parte essencial. Todo grande quadrinho do gênero apresenta um antagonista igual e equivalente ao herói. Como exemplo, o Homem-Aranha tem como oposto o Venon.

No caso de Klaus, o seu oposto é Krampus.

Segundo lendas de várias regiões do mundo, Krampus é uma criatura mitológica que acompanha Papai Noel durante o Natal. Nos Alpes, Krampus é representado por uma criatura semelhante a um demônio, o que obviamente serviu de inspiração para Dan Mora.

Mas, o que esse tal de Krampus faz afinal. Bom, enquanto o Papai Noel dá presentes para as crianças boas, o Krampus pune as crianças más. Normalmente através de intensa tortura ou simplesmente devorando seus corpos e aprisionando suas almas e torturando-as pela eternidade. Ou algo do tipo...

No caso da HQ, Krampus está aprisionado e usa de artimanhas e manipulação para ser liberto. Por sua vez, seu cervo possui uma autoridade considerável. O que inevitavelmente traz grandes desafios ao herói.


Mistérios da Meia-Noite


Em algumas ocasiões Klaus mostra seus talentos musicais ao tocar uma flauta shamanica. O interessante é que essa é uma forma de invocar os espíritos do gelo e da floresta. Até aí, tudo bem, mas algo me incomodou.

Nada contra usar artifícios espirituais, mas, de onde vieram? Como surgiram? Por que esse fascínio em crianças e brinquedos? Com tantos habitantes no planeta, por que se envolver apenas com Klaus?

E voltando a falar do Krampus, não é difícil imaginar porque ele foi aprisionado. Mas por quem? Sendo ele uma entidade poderosa, como o prenderam? De onde ele veio? Como surgiu? Por que gosta tanto de fazer mal a crianças?

Foram tantas perguntas sem resposta, ou com respostas evasivas, que minha curiosidade foi as alturas.


O que vem por aí


A saga principal de Klaus possui apenas 7 edições. Porém, Grant anunciou uma história paralela que será lançado dia 21 de dezembro deste ano nos Estados Unidos. A HQ se chama “Klaus and the Witch of Winter” (Klaus e a Feiticeira do Inverno).

Infelizmente nenhuma editora nacional se interessou em publicar por aqui. Mas, quem sabe um dia.








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